Translate

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

Minimamente Feliz!

Vamos falar sobre a felicidade. Uma amiga querida, Janeide Rocha, me enviou esta mensagem da jornalista Leila Ferreira : Minimamente Feliz, e eu fiz algumas modificações e acrescentei algumas coisinhas. Acho o assunto muito interessante, pois é uma busca constante de todo o ser humano. Quem não deseja a felicidade? Quantos se dizem felizes? Segundo a definição que retirei do site http://canalabertopsi.com.br/felicidade-e-bem-estar-subjetivo/ A felicidade pode ser definida como a predominância da freqüência de ocorrência de experiências emocionais positivas sobre as negativas. Para a jornalista Leila Ferreira a frase no outdoor “Felicidade é a soma das pequenas felicidades”, mudou o seu conceito sobre o que seria a felicidade. A partir daqui sigo com a sua impressão, ao ver a frase no outdoor na estrada. Vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho, tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro. Na vida real, o que existe é uma felicidade, distribuída em conta-gotas. Um por do sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém coado, um dia ensolarado, uma noite de luar, um banho gostoso de mar, uma visita de uma amiga ou amigo, uma boa leitura, o amor e a companhia dos filhos, a amiga que nos faz rir, a companhia dos amigos, a certeza do dever cumprido, a satisfação de gostar de nós mesmos, a consciência que estamos vivos, a satisfação de estar aprendendo algo novo, e muitas outras pequenas coisas. São situações e momentos que vamos juntando com o cuidado e a delicadeza que merecem. Alegrias de pequeno, médio e grande porte. Contabilize tudo de bom que lhe acontece. Seja adeptoa da felicidade homeopática, em pequenas doses, tenha consciência de que são momentos de felicidade e viva cada segundo. Alguns crescem esperando a felicidade com letras maiúsculas e na primeira pessoa do plural.”Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando para lugares mágicos”. Agora descubro que dá para ser feliz no singular. Feliz consigo mesma! Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu gosto é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem estar indescritível. Uma mulher que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado ele perguntou com quem ela estava conversando, e ela respondeu: Comigo mesma, adoro conversar com pessoas inteligentes. Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a mulher que conheci trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: 1- Que podemos viver momentos ótimos não estando acompanhadas ou mesmo acompanhada por pessoas amargas. 2- Que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça feliz. Esperar para ser feliz, aliás, é algo que devemos abandonar há tempos. E faz parte da minha “dieta de felicidade” o uso moderadíssimo da palavra “Quando”. Aquela história de “quando eu ganhar na Mega Sena”, “quando eu me casar”, “quando eu tiver filhos”, “quando meus filhos crescerem”, “quando tiver um emprego fabuloso”,“quando encontrar um homem que me mereça”, quando as coisas melhorarem, tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes. Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos! E quem for ruim de contas recorra a calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para nossos tempos. Que digam! Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera.

domingo, 22 de abril de 2012

Mensagem de Cora Coralina

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.
 Ela lhe disse:
 Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense.
Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
 É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
 Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
 Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
 Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.
 Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
 Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!
 Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?
 Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás.
 Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
 Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.
Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
 Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.
 Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.
 (Cora Coralina)
Mensagens recebida por e-mail da amiga Rejane

domingo, 13 de novembro de 2011

O Leão e o Rio


Depois de uma grande enchente, o Leão viu-se cercado por um Rio e ficou sem saber como sair dali.
Nadar não fazia parte da sua natureza, mas só lhe restava duas opções:atravessar o Rio ou morrer.
O Leão rugiu, mergulhou na água, quase se afogou, mas não conseguiu atravessar.
Exausto, deitou-se para descansar. Foi quando se acalmou que o Leão escutou o Rio dizer: 
- Jamais lute com o que não está presente.
Cautelosamente, o Leão olhou em volta e perguntou:
- O que não está aqui?
- O seu inimigo não está aqui – respondeu o Rio. 
- Assim como você é um Leão, eu sou apenas um Rio.
Ao ouvir isso, o Leão, muito tranquilo, começou a estudar as características  do Rio. Logo identificou um certo ponto em que a correnteza empurrava para a margem e, entrando na água, conseguiu deixar-se levar por ela, flutuando até a margem.
(Hugh Prather – em “Não leve a vida tão a sério“)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

QUANDO UMA ETAPA CHEGA AO FINAL

FERNANDO PESSOA.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. 
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. 
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. 
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. 
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. 
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". 
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.               

 

domingo, 29 de maio de 2011

Será a ciência inimiga da religião?

http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/05/28/colunas6_0.asp
Paulo Gustavo de Araujo Cunha
Arquiteto-diretor Adjunto Fiepe
pgac@oi.com.br



A evolução de uma sociedade espiritualista predominante na antiguidade para uma mais materialista, suportada a partir do século 19 pelos avanços da ciência, tem despertado polêmicas sobre a religiosidade das pessoas e a própria existência de um ser superior-Deus.

Na realidade, duas correntes predominam, sobretudo na justificativa quanto à criação do Universo e do ser humano. A primeira intitulada de Criacionista atribui ao ente divino-Deus toda essa complexa obra de engenharia, e a outra desenvolvida a partir dos conhecimentos obtidos por Charles Darwin, de que tudo atende à evolução natural dos seres, que se adaptam ao meio ambiente, para sobreviverem.

Enquanto a primeira baseia-se num dogma de fé, inquestionável pela ciência, a segunda baseia-se na observação científica de seres animais e vegetais e na descoberta de fósseis que comprovariam a evolução do ser humano, e agora, pela descoberta do genoma humano–DNA e sua característica de hereditariedade genética, nas pessoas e outros seres.

Alguns pensadores mais exaltados, como o biólogo Richard Dawkins, combatem vigorosamente a crença religiosa e a criação divina da vida, em sua publicação “A ilusão de Deus”, chegando à generalização de que nenhum cientista pode aceitar a religião e de Deus.

Oportuno, relembrar o pensamento do maior cientista do século 20, Albert Einstein, que inicia seu livro O mundo como Eu vejo com a afirmação de que as religiões foram engendradas pelo mistério (do desconhecido) misturado ao temor (das punições), e que a evolução do medo para moral religiosa constituiu um grande passo para a sociedade.

Prossegue com a surpreendente afirmação de que todo cientista tem um sentimento religioso, peculiar, de sua autoria. Continua: não conceber um Deus que influência diretamente ou julga uma criatura, por ele criada. Sua religiosidade consiste na humilde admiração de um espirito superior (? ) que se revela a nós, no pouco que nossa compreensão permite entender a realidade.
Finaliza. O conhecimento da existência de algo que não podemos entender ou explicar.

De manifestações de razão e de beleza somente percebidas por nós, em suas formas mais elementares. Este conhecimento e esta emoção constituem a verdadeira atitude religiosa. Neste sentido, e somente por este, eu sou um homem profundamente religioso.

Justifica-se, assim, que a Ciência e a Religião convergem para identificar a força superior que criou esse complexo Universo e a Vida. Já justificados por leis físicas e químicas, até o Big Bang . E antes do Big Bang? Os crentes afirmam: foi Deus o criador do Big Bang!